Anais científicos / IV Congresso Interdisciplinar de Pesquisa e Inovação do Biopark - CIPI

Ciências Humanas

DISRUPÇÃO METABÓLICA E NEURODEGENERAÇÃO: O PAPEL DA HOMEOSTASE GLICOLÍTICA NA GÊNESE DAS DOENÇAS DE ALZHEIMER E PARKINSON

Danielly Victória Pereira; Giovanna aparecida dos Passos de Oliveira

Faculdade Donaduzzi

Publicado em 23/10/2026

Resumo

Este estudo teve como objetivo analisar como as alterações no metabolismo cerebral da glicose e a resistência à insulina central estão associadas aos mecanismos envolvidos na patogênese das doenças de Alzheimer e Parkinson. Teoricamente, fundamenta-se na elevada demanda energética do cérebro e na sinalização neurotrófica da insulina, cuja falha pode desregular vias importantes, como PI3K/Akt e GSK3-β. Metodologicamente, realizou-se uma revisão integrativa da literatura, de caráter qualitativo e exploratório, na base PubMed, considerando artigos publicados entre 2016 e 2026, em inglês e em periódicos com fator de impacto igual ou superior a 4,0. Os resultados indicam que, na Doença de Alzheimer, a resistência à insulina está relacionada a alterações na via amiloidogênica, ao acúmulo de beta-amilóide e à hiperfosforilação da proteína Tau. Na Doença de Parkinson, alterações no metabolismo da glicose, na produção de ATP e na função mitocondrial estão associadas ao aumento do estresse oxidativo e à vulnerabilidade dos neurônios dopaminérgicos. Além disso, estratégias como a administração intranasal de insulina e o uso de análogos de GLP-1 apresentam potencial terapêutico. Conclui-se que alterações na homeostase energética integram mecanismos que podem contribuir para a progressão da neurodegeneração em ambas as doenças.

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