O USO DE CÉLULAS-TRONCO MESENQUIMAIS NO TRATAMENTO DE DOENÇAS AUTOIMUNES
Resumo
As doenças autoimunes representam um atual desafio epidemiológico, ao afetar uma porcentagem elevada da população mundial. Seu manejo clínico convencional impõe severas limitações terapêuticas devido aos efeitos adversos do uso prolongado de imunossupressores. Diante disso, as células-tronco mesenquimais (CTMs) emergem como uma alternativa promissora. O objetivo deste estudo foi de analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura recente (2021 a 2026), avaliar o impacto clínico e os riscos associados à intervenção mesenquimal em distúrbios imunomediados. A coleta de dados foi realizada de forma retrospectiva nas bases SciELO e Lilacs. As evidências científicas avaliadas confirmam que as CTMs possuem uma robusta capacidade imunomoduladora mediada por mecanismos parácrinos, os quais promovem a reprogramação de macrófagos e a supressão de linfócitos T e B. Embora a terapia celular favoreça eficácia no controle da atividade inflamatória e na redução de dependência a favor dos fármacos tradicionais, sua translação na rotina médica em larga escala ainda enfrenta desafios críticos, principalmente no que tange à segurança biológica de longo prazo e a necessidade de padronização dos protocolos de expansão in vitro. Conclui-se que as CTMs representam uma ferramenta terapêutica encorajadora, restando o desafio técnico de uniformizar as diretrizes laboratoriais para garantir sua ampla segurança clínica.
Palavras-chave: Células-tronco mesenquimais; Doenças autoimunes; Terapia celular; Segurança clínica
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