Ciências da Saúde
Gabriel Calvin Klein; Rodrigo Tonello da Silva
FAG
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As doenças autoimunes representam um atual desafio epidemiológico, ao afetar uma porcentagem elevada da população mundial. Seu manejo clínico convencional impõe severas limitações terapêuticas devido aos efeitos adversos do uso prolongado de imunossupressores. Diante disso, as células-tronco mesenquimais (CTMs) emergem como uma alternativa promissora. O objetivo deste estudo foi de analisar, por meio de uma revisão integrativa da literatura recente (2021 a 2026), avaliar o impacto clínico e os riscos associados à intervenção mesenquimal em distúrbios imunomediados. A coleta de dados foi realizada de forma retrospectiva nas bases SciELO e Lilacs. As evidências científicas avaliadas confirmam que as CTMs possuem uma robusta capacidade imunomoduladora mediada por mecanismos parácrinos, os quais promovem a reprogramação de macrófagos e a supressão de linfócitos T e B. Embora a terapia celular favoreça eficácia no controle da atividade inflamatória e na redução de dependência a favor dos fármacos tradicionais, sua translação na rotina médica em larga escala ainda enfrenta desafios críticos, principalmente no que tange à segurança biológica de longo prazo e a necessidade de padronização dos protocolos de expansão in vitro. Conclui-se que as CTMs representam uma ferramenta terapêutica encorajadora, restando o desafio técnico de uniformizar as diretrizes laboratoriais para garantir sua ampla segurança clínica.
Palavras-chave: Células-tronco mesenquimais; Doenças autoimunes; Terapia celular; Segurança clínica
Tecnologia
samara ruiz silva; leticia victoria garbellini
faculdade donaduzzi
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Este artigo investiga uma estratégia de refinamento progressivo — combinando um canal anatômico contínuo (Verde+CLAHE+Blur — VCB), otimização por QWK e reponderação de classes — para aumentar a robustez inter-domínio de uma ResNet-50 na classificação de Retinopatia Diabética em cinco graus. O modelo foi validado em três domínios externos: EUA (Kappa=0,765, IC95%: 0,682–0,834), Índia (Kappa=0,623) e China (Kappa=0,515, n=12.522). O Ciclo 8 alcançou recall de 95,0% para o Grau 1 Leve em domínio externo — estágio em que a intervenção pode prevenir progressão para cegueira. Os resultados constituem indício promissor de apoio à triagem, condicionado à validação clínica prospectiva com aprovação de CEP.
Palavras-chave: Retinopatia Diabética, Robustez Inter-domínio, Aprendizado Profundo, ResNet-50, Triagem Retinal
Ciências da Saúde
Silvia Menti; Naiara Stanfanello
Faculdade Donaduzzi
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O câncer, caracterizado pelo crescimento anormal de células, é considerado um dos maiores problemas de saúde pública em todo o mundo, seu tratamento é extremamente complexo devido a fatores de heterogeneidade tumoral e condições ambientais, podendo causar falência de órgãos e até a morte (INCA, 2023; Wang, 2020). Atualmente, com o avanço da tecnologia, têm-se encontrado novas alternativas para o tratamento da doença, sendo uma delas a aplicação de nanofármacos (Torchilin, 2014; Ferrari, 2005). No entanto, a literatura ainda apresenta lacunas quanto à sistematização das diferentes aplicações desses nanofármacos e dos desafios para sua transição à prática clínica. Diante disso, este estudo tem como objetivo analisar as aplicações de nanofármacos no tratamento oncológico e os possíveis desafios existentes para sua aplicação e acesso aos pacientes
Palavras-chave: Câncer, Nanotechnology, Quimioterapia, Tratamento oncológico, nanomedicina
Ciências da Saúde
Eduarda Battisti Boufleuher; Andressa Fernanda de Bastiani DallOglio; Jéssica Torres Klinkowski; Rodrigo Francisco Immig
Faculdade Donaduzzi
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O resumo expandido aborda sobre os tipos de polimorfismo da CYP2C19 e seu impacto na metabolização do clopidogrel em seu metabólito ativo, e consequentemente na efiácia e segurança terapêutica.
Palavras-chave: Clopidogrel, CYP2C19, farmacogenética e polimorfismo genético.
Ciências da Saúde
Maria Clara Hasper de Souza; Naiara Stefanello
Faculdade Donaduzzi
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Breast cancer is one of the most prevalent and challenging neoplasms worldwide. The search for more effective and less toxic therapies remains a priority in oncology. In this context, antibody drug conjugates (ADCs) have emerged as a revolutionary therapeutic class. ADCs combine the specificity of a monoclonal antibody with the cytotoxic potency of a chemotherapeutic agent. Their design aims to selectively eliminate tumor cells while sparing healthy tissues. The evolution of ADCs has significantly changed breast cancer treatment. ADCs now offer more options for various disease subtypes, including those resistant to standard chemotherapy. This extended abstract explores the evolution of ADCs in breast cancer treatment. It addresses mechanisms of action, main approved and developing agents, current challenges, and future perspectives.
Palavras-chave: HER2-low breast cancer, Trastuzumab deruxtecan, Sacituzumab govitecan, Datopotamab deruxtecan
Ciências Biológicas
Maria Luiza Ferreira Marcondes; Mariana Serra; Giovana Raizi; Alessandra Teodoro
Faculdade Donaduzzi
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A Síndrome do QT Longo tipo 2 (LQTS2) é uma canalopatia hereditária causada principalmente por mutações no gene KCNH2, responsável pela codificação da subunidade α do canal hERG, essencial para a repolarização ventricular cardíaca. Alterações nesse gene comprometem a corrente de potássio IKr, resultando no prolongamento do intervalo QT e aumentando o risco de arritmias ventriculares graves, síncope e morte súbita cardíaca. O diagnóstico pode ser desafiador, uma vez que parte dos pacientes não apresenta alterações evidentes no eletrocardiograma, tornando a investigação genética uma ferramenta importante para confirmação diagnóstica. O presente estudo teve como objetivo revisar as principais abordagens terapêuticas utilizadas no tratamento de pacientes portadores da síndrome do QT longo causada por mutações no gene KCNH2. Para isso, foi realizada uma revisão narrativa da literatura por meio da base de dados PubMed, utilizando os descritores “KCNH2”, “mutation”, “treatment” e “medications”. Foram incluídos artigos completos publicados entre 2021 e maio de 2026, em língua inglesa, abordando tratamentos farmacológicos, validação funcional de variantes genéticas, relatos de caso e novas estratégias terapêuticas relacionadas à LQTS2. Os resultados demonstraram que os betabloqueadores permanecem como a terapia de primeira linha, reduzindo a atividade simpática e, consequentemente, o risco de eventos arrítmicos desencadeados por estresse emocional, esforço físico ou estímulos sonoros súbitos. Em pacientes considerados de alto risco, o cardiodesfibrilador implantável (CDI) mostrou-se a estratégia mais eficaz para prevenção da morte súbita cardíaca, especialmente em indivíduos com histórico de parada cardíaca, síncopes recorrentes ou prolongamento importante do intervalo QT.
Além das terapias convencionais, estudos recentes têm investigado abordagens personalizadas baseadas em mecanismos moleculares específicos das mutações. Modelos experimentais utilizando cardiomiócitos derivados de células-tronco pluripotentes induzidas (iPSC-CMs) e plataformas de coração-em-chip permitiram a avaliação de novos compostos farmacológicos. Entre eles, o MG101 apresentou resultados promissores ao aumentar a densidade da corrente IKr e reduzir alterações eletrofisiológicas associadas à mutação F431L do gene KCNH2. Entretanto, essas estratégias permanecem em fase pré-clínica e ainda não possuem aplicação terapêutica estabelecida. Conclui-se que o tratamento da LQTS2 deve ser individualizado, considerando o perfil clínico, genético e o risco arrítmico de cada paciente. Embora os betabloqueadores e o CDI constituam as principais ferramentas terapêuticas atualmente disponíveis, avanços em modelos experimentais e na medicina personalizada apontam para novas possibilidades de tratamento no futuro.
Palavras-chave: "gene KCNH2”, “mutação” “tratamento”, “medicamentos”
Ciências da Saúde
Raquel da Silva Alves; Eduarda Calisto de Oliveira; Naiara Stefanello
Faculdade Donaduzzi
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A infecção pelo HIV-1 ainda representa um desafio importante para a biotecnologia farmacêutica, não pela ausência de tratamento eficaz, mas pela dificuldade de eliminar completamente o vírus do organismo. A terapia antirretroviral combinada permite controlar a replicação viral e manter a carga viral indetectável em grande parte dos pacientes, porém não remove o provírus integrado ao genoma de células de longa duração. Esse é um dos principais obstáculos para a cura. Mesmo com tratamento contínuo, o HIV-1 pode permanecer em reservatórios latentes, especialmente em linfócitos T CD4⁺ de memória, células mieloides e tecidos de difícil acesso, possibilitando o rebote viral quando a terapia é interrompida. Nesse contexto, a tecnologia CRISPR-Cas9 passou a ser investigada como uma estratégia terapêutica capaz de atuar diretamente sobre o material genético envolvido na persistência da infecção.
O presente estudo teve como objetivo analisar o potencial terapêutico do CRISPR-Cas9 no tratamento do HIV-1, considerando as evidências publicadas entre 2021 e 2026. Para isso, foi realizada uma revisão bibliográfica narrativa e integrativa, de caráter exploratório e abordagem qualitativa. Foram selecionados artigos científicos originais, estudos pré-clínicos, estudos clínicos iniciais e revisões críticas disponíveis na íntegra, publicados em português ou inglês, relacionados à edição gênica, latência viral, reservatórios celulares, co-receptores de entrada, sistemas de entrega e segurança genômica. As buscas foram realizadas em bases como PubMed/MEDLINE, ScienceDirect e SciELO, com descritores como CRISPR-Cas9, HIV-1, Gene Editing, Viral Latency e Therapeutic Use.
A análise da literatura mostrou que o CRISPR-Cas9 apresenta duas frentes principais de aplicação no HIV-1. A primeira envolve a edição direta do DNA proviral integrado, por meio de RNAs-guia direcionados a regiões conservadas do genoma viral. A segunda busca modificar genes celulares necessários à entrada do vírus, especialmente o CCR5, com o objetivo de gerar células menos suscetíveis à infecção. Entre os avanços recentes, destaca-se a plataforma EBT-101, uma das primeiras estratégias in vivo avaliadas em humanos adultos sob terapia antirretroviral estável. Embora os dados iniciais tenham indicado segurança e tolerabilidade preliminar, o rebote viral após a interrupção analítica da TARV mostrou que uma única intervenção sistêmica ainda não é suficiente para atingir todos os reservatórios competentes para replicação.
Os estudos sobre edição de CCR5 demonstraram alta eficiência em modelos celulares e proteção contra variantes R5-trópicas, mas essa abordagem apresenta limites importantes, pois não impede a infecção por cepas X4-trópicas e não elimina provírus já integrado. Além disso, os sistemas de entrega continuam sendo um entrave relevante. Vetores AAV9 permitem entrega in vivo, mas apresentam riscos de imunogenicidade, persistência da nuclease e dificuldade de redosagem. Nanopartículas lipídicas surgem como alternativa promissora, embora ainda enfrentem desafios de biodistribuição e tropismo celular.
Conclui-se que o CRISPR-Cas9 apresenta potencial terapêutico real no contexto do HIV-1, mas ainda não constitui uma cura disponível. Sua consolidação depende do aprimoramento da entrega aos reservatórios, do uso de estratégias multiplexadas, da redução dos riscos off-target e da comprovação de segurança genômica em longo prazo.
Palavras-chave: HIV; CRISPR; CAS; TERAPIA GÊNICA; AIDS; TECNOLOGIA
Ciências da Saúde
Francilei Lopes; Rebeca Mutz Henchen; Taiane Cristina Nichetti; Andressa Pilarski; Raphael Brasil
Faculdade Donaduzzi
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Os opioides representam uma importante classe farmacológica utilizada no manejo da dor moderada a grave, porém apresentam ampla variabilidade interindividual na resposta terapêutica, podendo resultar em falha analgésica ou ocorrência de eventos adversos graves. Nesse contexto, a farmacogenômica surge como uma ferramenta da Medicina de Precisão capaz de identificar variantes genéticas associadas à eficácia e segurança desses medicamentos. O presente trabalho teve como objetivo investigar a influência de fatores farmacogenômicos na resposta aos opioides e sua relação com o risco de dependência, destacando seu potencial na individualização terapêutica. Foi realizada uma revisão narrativa da literatura em bases científicas, incluindo PubMed, SciELO, Google Scholar e publicações do Clinical Pharmacogenetics Implementation Consortium (CPIC), considerando estudos sobre polimorfismos genéticos relacionados ao metabolismo e ação dos opioides. Os resultados evidenciaram que variantes nos genes CYP2D6, OPRM1 e COMT podem modificar a farmacocinética e farmacodinâmica desses fármacos, influenciando a analgesia, necessidade de ajuste de dose e predisposição a efeitos adversos. O gene CYP2D6 apresenta destaque por interferir na bioativação de opioides como codeína e tramadol, sendo que diferentes perfis metabólicos podem estar associados à ineficácia terapêutica ou maior risco de toxicidade. Além disso, alterações no receptor μ-opioide, codificado pelo gene OPRM1, podem modificar a sensibilidade aos opioides e influenciar a resposta clínica. Dessa forma, a incorporação de informações farmacogenéticas pode contribuir para a escolha mais adequada do tratamento, redução de eventos adversos e prevenção de complicações associadas ao uso prolongado desses medicamentos. Apesar das limitações relacionadas ao acesso e implementação dos testes genéticos, a farmacogenômica representa uma estratégia promissora para terapias mais seguras, eficazes e personalizadas.
Palavras-chave: Farmacogenômica, Medicina de Precisão, Opioides, Variabilidade genética, Personalização terapêutica.
Ciências da Saúde
ISABELA BILO CACCO; Naiara Stefanello
Faculdade Donaduzzi
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A medicina de precisão busca adaptar os tratamentos às características individuais de cada paciente, especialmente aos fatores genéticos que podem influenciar a resposta aos medicamentos. Nesse cenário, a farmacogenética tem papel fundamental ao investigar como variações genéticas afetam a eficácia e a segurança das terapias. A codeína representa um importante exemplo dessa aplicação, pois depende da enzima CYP2D6 para ser convertida em morfina, responsável por seu efeito analgésico.
Este trabalho realizou uma revisão de literatura sobre a influência dos polimorfismos genéticos da CYP2D6 na terapia com codeína, utilizando artigos científicos, revisões e diretrizes clínicas publicados entre 2016 e 2026 nas bases PubMed, SciELO e Google Scholar.
Os estudos analisados demonstraram que as variações genéticas da CYP2D6 podem alterar significativamente a resposta ao tratamento. Metabolizadores pobres apresentam baixa conversão da codeína em morfina, o que pode resultar em analgesia insuficiente e falha terapêutica. Por outro lado, metabolizadores ultrarrápidos produzem quantidades excessivas de morfina, aumentando o risco de efeitos adversos graves, como sedação intensa e depressão respiratória. Já os metabolizadores intermediários e normais tendem a apresentar respostas mais previsíveis ao medicamento.
Os resultados reforçam a importância da farmacogenética na prática clínica, uma vez que a identificação prévia do perfil genético pode auxiliar na escolha de tratamentos mais seguros e eficazes. Apesar dos desafios relacionados ao custo e à disponibilidade dos testes genéticos, sua utilização pode contribuir para a redução de eventos adversos, otimização da terapia analgésica e promoção do uso racional dos medicamentos. Dessa forma, os polimorfismos da CYP2D6 demonstram ser fatores determinantes para a eficácia e a segurança do tratamento com codeína, evidenciando o potencial da medicina de precisão na individualização da terapia farmacológica.
Palavras-chave: CYP2D6, codeína, polimorfismo
Ciências Biológicas
kauê Alves Bringhentti; Leticia Talia Lima Da Silva; Maria Jullia Mariano Pereira; Naiara Stefanello
Faculdade Donaduzzi
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A obesidade e o diabetes mellitus tipo 2 (DM2) representam importantes desafios de saúde pública global devido à sua elevada prevalência, associação com complicações cardiovasculares e impacto econômico sobre os sistemas de saúde. Nesse contexto, os agonistas do receptor do peptídeo semelhante ao glucagon tipo 1 (GLP-1RA), como liraglutida, semaglutida e tirzepatida, emergiram como uma das principais estratégias terapêuticas para o controle glicêmico e redução ponderal. Entretanto, estudos recentes têm demonstrado significativa variabilidade interindividual na resposta a esses medicamentos, sugerindo a participação de fatores genéticos na modulação da eficácia terapêutica. Dentre os principais fatores investigados, destacam-se os polimorfismos do gene do receptor do GLP-1 (GLP1R), especialmente as variantes rs6923761 (Gly168Ser), rs10305420 e rs761387, que vêm sendo associadas a diferenças na perda de peso, no controle glicêmico e na ocorrência de efeitos adversos durante o tratamento.
O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas relacionadas à influência dos polimorfismos genéticos do receptor GLP-1 na resposta aos agonistas incretínicos, bem como discutir as perspectivas da farmacogenômica como ferramenta para a medicina personalizada aplicada à obesidade e ao DM2. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, de abordagem qualitativa, realizada a partir da análise de artigos científicos publicados entre 2015 e 2026 nas bases PubMed, Scopus, Web of Science e Google Scholar. Foram incluídos estudos originais, revisões sistemáticas, metanálises e estudos de associação genômica ampla relacionados à fisiologia do GLP-1, farmacologia dos agonistas incretínicos, polimorfismos do gene GLP1R e farmacogenômica.
Os resultados evidenciaram que variantes genéticas localizadas no GLP1R e em genes associados à sinalização incretínica, como ARRB1, GIPR, TCF7L2 e WFS1, podem influenciar significativamente a resposta terapêutica aos agonistas de GLP-1. Além disso, observou-se que determinados perfis genéticos estão relacionados à maior susceptibilidade a eventos adversos gastrointestinais e à variabilidade na redução da hemoglobina glicada e do peso corporal. Conclui-se que a farmacogenômica apresenta potencial para contribuir com a individualização do tratamento da obesidade e do diabetes mellitus tipo 2, permitindo a identificação prévia de pacientes com maior probabilidade de resposta favorável às terapias incretínicas. Apesar dos avanços recentes, a implementação clínica dessa abordagem ainda depende da validação dos biomarcadores genéticos em diferentes populações e da consolidação de protocolos que viabilizem sua aplicação rotineira na prática clínica.
Palavras-chave: GLP1R, farmacogenômica, obesidade, diabetes mellitus tipo 2, medicina personalizada, agonistas de GLP-1.